Virtual Politik
Parque de Itaipava

 

 

Homenagem ao amigo do Val, Beto José, da taverna, brizolista e camisa fluminense... desde que assumiu a administração do Parque de Itaipava, trabalhou incansavelmente, sempre fanatizado pela tarefa de confiança que lhe havia sido passada por seu amigo Prefeito em 2001. Nas eleições de 2004, o Prefeito ganhou em 1º turno, iniciando novo período administrativo petulante e insensível. O irmão do Prefeito, que era um cara muito arrogante, assumiu o controle da Fundação Cultural (tendo como Presidente o Swine, codinome, totalmente alheio e inexpressivo).

Eles não produziram nada, como programação artística, apenas fizeram uma reforma super-faturada do Theatro, no valor de 1 milhão e 800 mil. Tratavam mal os artistas e zombavam dos funcionários, e levaram uma grana obscura lá da Fundação, em propinas. Em 2005 eles deixaram o Beto José sem apoio administrativo, e se esqueceram que o Beto era nosso velho amigo do bairro, e vestia nossa camisa...

 

 

 

Neste Sítio

 

virtualpolitik.politik_1

virtual.brave/espectros

virtual.brave/chanceler

virtual.brave/da_floresta

virtual.brave/politica

virtual.brave/lula_jango

virtual.brave/partidos

virtual.brave/civico

virtual.brave/republica

virtual.brave/a_unidade

 

 

Da Cultura

 

virtual.brave/patrimonio

virtual.brave/diretoria

virtual.brave/da_cultura

virtual.brave/contas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assessores e Asseclas

Tribuna de Petrópolis

24 de março de 2005

O funcionário público trabalha dois anos inteiros sem férias. Seu principal assessor é afastado. Em consequência o funcionário, que adora sua função, passa a trabalhar também nos horários do assessor, o que significa sábados e domingos. O funcionário reclama de alguma coisa; suas recomendações, úteis ao público, não são ouvidas... A resposta dada ao funcionário: “Mas nós lhe demos um emprego, do que você reclama?!”

A Sentença permanente, que paira na testa de assessores e asseclas de políticos detentores de prerrogativas executivas – “Mas eu lhe dei um cargo” – é a confissão plena e espontânea de como o político vê suas funções.

Não temos aí o interesse público como o elemento essencial. Ao invés de: “Você é nosso amigo, correligionário, você é competente diante do interesse público, portanto recebe um cargo” – o que temos é: “Senta no cargo, aguarda as ordens do Chefe, vamos trabalhar para a vitória do Chefe.” A vida política brasileira contemporânea foi tomada pelo mais desenvolto fisiologismo. Os caciques instrumentalizam os partidos e os cargos bisonhamente ofertados para o estabelecimento de máquinas eleitorais de marketing e clientelismo organizado que visam a manutenção dos caciques no Executivo, para que eles possam “ofertar cargos”, e se manter no que eles supõem ser “o poder”.

Se os partidos fossem minimamente organizados em torno de programas, ideário, tradições, e mesmo fidelidades pessoais; se fossem organizados em termos de quadros solidários, os caciques tomariam posse e diriam: “Aqui estão os cargos, eles representam o partido.” Não haveria mal que um governo fosse organizado como uma república de amigos, e na base da fidelidade pessoal, desde que os quadros representassem um partido, um programa, e não a figura do chefe; desde que representassem o interesse da sociedade. É demais pedir isso hoje em dia. Os políticos precisam vencer a “qualquer preço”, e alcançar “o poder”. Mas o que é o “poder” – nos termos atuais? Apenas os cargos de responsabilidade pública de executar obras, administrar serviços, etc; dispondo do orçamento público, e dispondo os Executivos de ótimos salários e muitos assessores. Os Executivos, neste caso, estão apenas a cumprir suas obrigações, nada mais.

O poder, a política da sociedade, seria de verdade a capacidade de representar a vida social como um todo – de modo a que se possa tratar das causas dos problemas, não de efeitos setorizados, e isso só quem poderia fazer seriam os partidos organizados – quadros e massa inteligentes.

O instinto pequeno-burguês para ser “rico, famoso e importante”, faz de todos prisioneiros do mesmo raciocínio que diz: “Eu quero ser rico, famoso e importante – e você também!” Se a volúpia do indivíduo ascendente é estigmatizada pelas pessoas que têm real preocupação com o estado da sociedade, da cultura, da administração pública, o político ascencional dirá: “Mas você não conseguiu ser rico, famoso e importante – eu consegui!”

Invariavelmente, a dissidência política e as questões pontuais de administração pública são respondidas pela difamação pessoal – que foge ao debate – e desvalorização do indivíduo. Para o pequeno-burguês “tudo” é a luta individual pelo sucesso.

Chega-se a duvidar do valor de uma “democracia” em que o eleitorado é inculto, manipulável, carente – e sujeito a tanto “marketing”, caixa-dois, compra de votos na rua, e até dentro das urnas. O assistencialismo localizado é ato de humanidade, mas o “assistencialismo continuado” é “prejudicial à socialização” (Reinaldo Bezerra). Na prática do clientelismo organizado, que em todas as ações vê o resultado dos “votos”, o estado de carência da sociedade é mantido de forma ideal de modo a requerer o assistencialismo organizado que a administração pública pode oferecer, sem mudar as condições de origem da carência, perpetuando assim os ciclos de assistencialismo e máquina eleitoral.

Melhor, pelo menos, os caciques que, mesmo fora da democracia formal, trabalham pela transformação da sociedade dos carentes e alienados.

C.M.Barroso

comentário 2014

O Beto vivia amargurado e, no princípio de 2006, ele nos deixou... No dia da despedida, o Prefeito apenas mandou representante, uma camiseta do Fluminense... o Beto deixava de ser amigo de infância e correligionário.

Essa forma típica do yuppie-cruel em obliterar todas as fidelidades, e a integridade das biografias pessoais, em função de um afã de sucesso irresistível; e, mais do que isso, quaisquer compromissos com partidos, cartas, declarações de princípios... isso é a própria "direita" em forma "neo-liberal": "mando porque tenho que mandar/ mando porque sei mandar/ mando com meus asseclas"...

O histórico do Prefeito 3 vezes eleito em 2000, 2004 e 2012 é o da traição em cada Curva do Destino: entretanto, fica claro que este é um método seguro para se eleger, e se reeleger duas vezes... e a segunda reeleição toda na contra-mão Judicial.

Leonel Brizola havia tomado a mão do Vereador na Convenção em 2000, e apoiado sua candidatura a Prefeito. Eleito em 1996, havia sido excelente Vereador, mas a cúpula do PDT em Petrópolis preferia apoiar o ex-Prefeito Paulo Gratacós (PSB) para a prefeitura. Com o apoio do Brizola, saiu o Vereador (o que terá ele prometido ao líder??), como candidatura própria do partido. O PDT era numeroso e foi às ruas em peso para a campanha (elegendo 4 vereadores)... Uma frente ampla se constituiu, com pdt-pt-psb-pcdb-pv, e depois pps... a cidade se encheu de bandeiras vermelhas!

O ex-Prefeito Rattes estava na segunda posição em 2000, na disputa para a Prefeitura contra o então Prefeito Sampaio. O jovem Vereador da frente-de-esquerda na terceira posição, não parecia ter chances em junho... A Direção do PDT procurou o Vereador para lhe avisar que o Rattes queria entrar em negociações. O Vereador esnobou a Direção partidária: "Eu já tenho meus assessores para isso, não preciso do Partido!!"

Ele e o candidato a Vice-Prefeito do PT desprezavam o ex-Prefeito Rattes, que estava então no PPS: "um politico sem compromissos, não é de esquerda!". Na reta final daquelas eleições petropolitanas (sem 2* turno) o Rattes renunciou em prol do Vereador da Frente, e eles ganharam!! O Rattes passou a ser tratado como um "grande cara, gesto nobre!"

O eleito deu alguns cargos a membros do PPS, mas se recusou a qualquer composição política. Em Janeiro de 2001, vinte dias depois de eleito, o Candidato traiu o PDT, e o compromisso com Brizola, saiu do Partido e se inscreveu, com uma troupe, no PSB... Consequência do morfético sussurro de traição do rapaz radialista, que havia se tornado Governador em 1998, avacalhando com o PDT, ao qual devia tudo: "Você assina comigo no PSB, vai ter todo o suporte político e econômico do Governador para seu mandato, larga esse pessoal dos brizolistas em Petrópolis".

E no mês de Maio de 2001, o Candidato rompeu com o Vice, e com o PT, e deu início a seu governo autocrático, inteiramente centrado em seu grupo residencial-nepotista, só aceitando puxa-sacos e alguns amigos ultra-cabotinos (Cincinato, Brother Yankee, Swine) em cargos decorativos, e afastando ao máximo do governo os representantes da Frente de Esquerda, com suas bandeiras vermelhas..... 

Novamente em Abril de 2008, o Prefeito em solene e tranquilo segundo mandato, resolveu trair o candidato do PSB a Prefeito, e convidou os líderes do PT a ingressar na Sec. Meio Ambiente, para que o representante do PT se tornasse assim, de súbito, o candidato do soberbo Prefeito. Os petistas (o antigo Vice e o antigo Presidente da Câmara de 2001-02) haviam passado os últimos 7 anos em profundo antagonismo com o Prefeito, porém decidiram aceitar.... Todavia em Maio o Prefeito traiu o representante do PT, e não apoiou mais ninguém.

youtube.com/watch?v=1Jb6HrFUsWg

Em 2013 o Prefeito decidiu trair Alexandre Cardoso, que havia sido seu padrinho no PSB, e convocou um afastamento do PSB do Rio da aliança com PT e PMDB. Em 2014, com mandato de "mágico" - que escapuliu da suspensão judicial da candidatura e do mandato - se credenciava para apoiar Marina, o mais novo anjo exterminador da política nacional.

youtube.com/watch=yz3dZRaKCpk